segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O País das Maravilhas

Essa postagem é uma poesia que escrevi depois de ver o filme do Tim Bourton "Alice in Wonderland",
que é simplesmente uma das melhores adaptações feitas pelo cinema.
Como tudo que é diferente e criativo me encanta, a inspiração não tardou a vir...
   E também é uma homenagem a minha amiga Janaína que adora esse filme tanto quanto eu. 
ESPERO QUE GOSTEM!




Um mistério atrás dos passos de um coelho,
Um submundo tirado de minha imaginação
Caída num conto quase real,
Tudo que alguém precisa querer
Fechar os olhos e deixar acontecer.

Eu obedeço a minha voz
Livre apenas pra voar sobre o céu escarlate,
Nada pode derrubar as fantasias
Protegidos pelo sorriso de um felino
E nada pode nos parar.

De volta à terra do nunca
Ao país das maravilhas
Quando o mundo despertar
Colidir com o que existe
Segure minha mão
Não a rainha vermelha que nos faça regredir
Apenas seja o que você acredita.

Eu me encontrei perdida neste sonho
Segui o caminho guiado pelos meus pés
Fugindo de tudo que dizem certo
Me reencontrando com a minha realidade.

Isto é só um sonho?
eis minha pretensão
derrubarei meus medos, 
aqui não esperamos o bem triunfar
corremos para a batalha. 


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Janela aberta



Noite, exale seu perfume escarlate!

Uma janela secreta se abre,
meus gritos
nas asas de um pássaro
em busca de um novo amanhecer
flutuando imerso neste OCEANO-CÉU,
Minhas lágrimas
adormecem abaixo das árvores,
prendendo-me em suas raízes.

Oh, insolúvel pesar!
longa é a espera pela luz,
Eu desejo sair por esta janela
abrir os braços,
Voar uma única vez,
sentir o sereno tocar
os anos expostos em meu rosto,
correr junto as flores,
feri-las ao som do silêncio!
Resvalecer e cair.

E eu,
Eu lembrarei de olhar para trás,
Despedir-me desta casca,
(tudo que fui, tudo que sou, tudo que me restou)

Ainda estou voando!

Oh, pensamentos não me prendam aqui!
livre dos sonhos,
sem regresso.

VOAR!
sinto os segundos
deslizarem minhas veias,
e antes que minhas mãos entrelaçadas
retornem ao chão,
o fim irá me evanescer...

domingo, 9 de outubro de 2011

Sublime

Talvez seja a ultima vez...

Quando os sonhos colidirem com o chão
Um ultimo suspiro arrancarei de mim
Esqueço de abrir os olhos
de novo e sempre,
Somente o que sobrou de Ti me pertence
E sou a única a restar aqui,
Gritos na madrugada,
 risos intrépidos
agouram sobre mim,
Enquanto a verdade sangra
Embriagada pelo desejo,
Um mundo distante atravessa meus pensamentos
Trazendo a cura para cegar minha insanidade
Em suas mentiras  encontro a resposta
Não há ilusões que durem para sempre,
 Somos crianças esquecidas no Éden
Pedindo perdão de dedos cruzados

“e não há verdade que permaneça escondida”


A cidade está em chamas
Suas cinzas clamam por mim
Todos os medos expostos em minha face
É meu único disfarce
 Para me manter longe da escuridão.


sábado, 8 de outubro de 2011

Noturno

O sereno da noite transforma 
seu rosto em cândida aparição,
De longe, sei que me observa
admirando sua presa 
envergada em sua redoma.

feri-me com seu olhar
tingido pela luxúria,
Voando contra a luz
e pelas trevas consumido.

Leia meus pensamentos
venha até mim,
 Oh, Querido solitário!
mostra-me a liberdade de não temer a escuridão,
Deite-me em seu beijo para a eternidade.

Não me retenho aos seus desejos,
beba minha mortal condição
e eu direi que o amo!

Oh, não vê que os anos morrem
e levam um pouco de minha candura!
É tão cruel este frágil querer
perto de seus olhos mortificados.

Seu hálito frio
onde a morte já se fez íntima,
atravessam lentamente minhas veias
me despertando para sempre
em sua fome insaciável.

Torna-me sua súplica,
Vício ou religião.

Acredite no que o clarão da lua nos revela,
e realize meus devaneios,
nunca te encontrarás a ermo,
a noite me fará...
Eternamente sua. 



  

sábado, 17 de setembro de 2011

Jardins Artificiais

Sobre a minha imagem
pendura-se um retrato adormecido,
Não me reflito mais nele
ainda que tente resgatar seu sorriso,
Sua moldura não me serve mais.

Ela me pareceu uma criatura doce,
 Viveu em mim
como o medo embaixo da cama.

Seus sonhos se alimentaram 
dos contos de fada,
mesmo caminhando na tênue das mentiras
entra a luz e a escuridão,
Ela me fez seu espelho
admirando sua infância.

Mas o ontem se dissolveu
e eu,
A abandonei em meio aos
 jardins artificiais da vida,
Acordando no crepúsculo de minha solitude,
Implorando não viver o amanhã,
Amargando em seus versos gélidos.

Procuro-te inocência,
Em cada alegria devastada,
Em cada caminho rabiscado,
toda vez que cerro meus olhos,
em algum canto obscuro
onde posso ter me desviado.

Inocência, leva-me as vertigens dos amantes.
Inocência, faça-me acreditar em cada fragmento de ilusão,
Mas se não for possível Inocência,
Desejo apenas que vele meu sono.




quarta-feira, 31 de agosto de 2011

há espera...


Deitados nessa relva
pela última vez,
encontros escondidos
mergulhados no céu tão abstrato

Li em seus lábios 
palavras que nunca foram decifradas,
a beleza do desconhecido 
nos liberta dos compromissos de perdão

Venha guiado por esse crepúsculo
traga a sua mensagem,
mostre-me sua alma tão grande
revela-se neste momento

Você pensou me conhecer
apenas por ver meus temores,
sem saber dos sonhos que escondia de seus olhos
sem saber...

Corra, solte seu uivo para o luar
eu queimo nesta ânsia,
me protejo de sua presença
não há meio termo para nós?

(nunca satisfeita...
quero uma razão)

Agora acorde!
não foi uma lembrança
é apenas um sussurro interrompido
As vezes escondo a verdade,
você sabe o que me adoece
Só continue sem saber....

Músicas que rimam com Poesia:
  Boa tarde leitores!!!
A partir de hoje vou estar colocando músicas que tenham letras poéticas ou líricas que tenham uma ligação com as poesias postadas!!!
Espero que gostem!!!





domingo, 28 de agosto de 2011

A Presa e a Fera

Há um imã sobrenatural em você
que me atrai como um desejo tão vil
sinto que trai os princípios
e joguei-os contra mim

Talvez seja meu instinto selvagem
caçando o que me persegue,
talvez você desperte 
meu pecado interior

Sou uma vela acesa por este mal
incontrolável força que me seduz
quando está perto de meus sonhos
eu o prendo nos devaneios

Devo trancar meus pensamentos
e devolve-los a ilusão
ou prostituir -me nessa
insolúvel mentira?

Estou aqui como uma aberração
sendo devorada em minhas questões,
mergulhei até o fundo
e me encontrei em segredos perversos

Mantenho-a presa dentro de mim
não é humano,
é apenas o que sobrou 
daquilo que chamei de amor.